03 jul 2017

Olha só que gente nojenta ! cocaína em blocos de granito

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O chefe da quadrilha que enviava cocaína para a Europa em blocos de granito foi preso na noite desta quinta-feira (29), de acordo com a Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. O esquema foi desarticulado em maio deste ano por investigadores no estado, onde o grupo tinha estrutura montada. Ele é colombiano, e a prisão ocorreu em Madri, na Espanha, conforme os a polícia.

De acordo com a investigação, o preso era responsável pela coordenação, supervisão e financiamento de operações de envio e comercialização de cocaína por meio de contêineres marítimos e aéreos entre a América do Sul, especialmente o Brasil, e a Europa.

Até maio deste ano, a Operação Culinan havia resultado no indiciamento de 13 estrangeiros por tráfico internacional de cocaína e seis colombianos já haviam sido presos. Dois colombianos são considerados foragidos. Dois italianos, um albanês e um venezuelano, que seriam compradores da droga, tiveram pedidos de prisão revogados. A PF informou que, em junho deste ano, indiciou mais dois suspeitos, mas a nacionalidade deles ainda não foi divulgada.

Os blocos de granito escolhidos pela quadrilha tinham, em média, vinte e duas toneladas. Vários furos eram feitos, em toda a extensão da pedra, e os buracos eram preenchidos com cilindros de chumbo recheados de cocaína pura. Depois, os furos eram cobertos com pedra e resina.

A PF também informou que, segundo a Polícia Nacional da Colômbia, o chefe da quadilha preso manteria laços com facções do clã do Golfo e Cordillera, coordenando a venda a carteis da Espanha, Bélgica e Itália. Em Madri, ele teria obtido documentos falsos para sair da Espanha, provavelmente para a Itália, de onde tentaria manter seus contatos com traficantes de drogas na Bolívia, no Peru e no Brasil.

O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça Federal de Belo Horizonte, com a finalidade de que seja extraditado para o Brasil. Houve cooperação internacional entre a Polícia Federal Brasileira, a Polícia da Espanha, a Polícia Nacional da Colômbia e a Interpol.
Estrutura da quadrilha e apreensão

De acordo com a Polícia Federal, a quadrilha se estabeleceu em Belo Horizonte e em Nova Lima, na Região Metropolitana, onde tinha imóveis alugados e uma empresa fictícia para exportar blocos de granito para a Europa, com cocaína escondida dentro.

Em novembro do ano passado, a PF identificou uma exportação feita pelos criminosos, a partir dos portos de Vitória e do Rio de Janeiro. Sete blocos de granito estavam em contêineres, cujo destino final era a Espanha, com entreposto na Antuérpia, Bélgica.

Cocaína escondida em blocos de granito para exportação, segundo a Polícia Federal em Belo Horizonte, que deflagrou operação. (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

Com o apoio da polícia e da aduana belgas, a carga foi vistoriada e foram apreendidos, no porto de Antuérpia, pouco mais de 1 tonelada de cocaína, que estava escondida em dois dos blocos de granito exportados. Depois da apreensão, foram expedidos mandados de prisão preventiva contra os nove colombianos.

No dia 28 de abril, a PF prendeu em São Paulo o único dos investigados que se encontrava no Brasil. Na casa dele, segundo a corporação, foram apreendidos documentos, smartphones e mídias eletrônicas, um veículo, além de US$ 60 mil e R$ 34 mil em espécie. O preso, de nacionalidade colombiana, foi conduzido para Belo Horizonte, onde permanece detido à disposição da Justiça Federal.

No mesmo dia, na Colômbia, a polícia prendeu três investigados. A PF solicitou à Justiça Federal que se formalize à Colômbia o pedido de extradição dos presos para o Brasil.

O quinto colombiano suspeito de envolvimento foi preso em maio deste no no aeroporto de Bogotá, na Colômbia. A sexta prisão ocorreu em 11 de junho na cidade colombiana de Alcalá, no Valle del Cauca, com o apoio da Polícia Nacional da Colômbia e a Interpol.

Fonte: G1

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